sábado, 28 de maio de 2011

Leminskiniano

odor de flamboyant

nos ares e

seus braços esguios

sobre o outuno

que cai em intenso rubro

dos olhos

que perambulam jardins

e consomem

o silêncio das pessoas

nos seus mundos

o amargo das folhas

ao vento - feito nau - à deriva

- um sopro, uma direção -

sombra que abraça o

pensamento do musgo

que se agarra às

quatro estações

e vive esquecido de viver

odor de flamboyant

nos ares

e o outono se despedaça

em mim feito

- caco de vidro -

lembrando leminski.


(Minas Gerais, abril de 1990)

2 comentários:

  1. , cacos e vidros e leminski e estações... o flaboyant é pura poesia. e tantas histórias...
    , agradecido pela visita em quimeras. volte quando desejar.
    , abraços meus!

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  2. valeu P.Pan pelo incentivo! volte sempre! abraço.

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